Já contei sobre a Barbearia de Blues em alguns posts do blog. Foi um programa que eu produzi e apresentei entre dezembro de 2007 e março de 2008, na rádio UFMG Educativa, em Belo Horizonte. Era de segunda a sexta e durava em torno de 12 minutos.
Fiz tudo pelo prazer de falar sobre o assunto, que me tomava várias horas de pesquisa por dia: embora não fosse um trabalho remunerado, eu adorava! E devo dizer, modéstia à parte, que, apesar de a minha locução não ser das melhores, o programa era muito bem feitinho e bom começo pra quem quisesse entrar nesse mundo do blues
Em cada programa, um tema e duas a três músicas sobre aquele assunto (podia ser sobre os “reis do blues, por exemplo — B.B. King, Albert King e Freddy King — ou só sobre gaitas etc). Da seguinte forma: toda segunda, os blues feitos mundo afora; nas terças, os mestres do blues; às quartas, curiosidades (programa sobre o mojo, por exemplo); nas quintas, as mulheres e, nas sextas, a produção brasileira.
Foram, ao todo, 64 programas. A vida foi curta porque eu me mudei para São Paulo em março de 2008 e não deu para continuar à distância.
As barbearias de blues — reuniões de músicos e fãs que aconteciam todo sábado, às 17h — também foram minguando desde então, até pararem de ser feitas de vez. Mas foram muito boas enquanto duraram e tenho amigos conhecidos naqueles encontros que duram até hoje.
CLIQUEM AQUI para baixar todos os programas, de graça. Divirtam-se!
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Sweet Home Chicago (votada como o blues mais clássico de todos os tempos em enquete que fiz no Orkut à época), na versão de Earl Hooker; e Tin Pan Alley, tocada pela Barbearia de Blues original, em Washington D.C.
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Hoochie Coochie Man, de Muddy Waters; e Little Red Rooster, de Willie Dixon.
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Good Morning Little School Girl, de Sonny Boy Williamson I e três de Peter MadCat: Too Late, Fishing Blues e Shortnin Bread.
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I Need a Little Sugar, da Bessie Smith; Hesitation Blues, da Janis Joplin.
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Misty Mountain, do Blues Etílicos e Down and Out, do Big Allambik.
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Iko Iko, de Dixie Cups; The Japanese Special, de Champion Jack Dupree.
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Everyday I have the blues, de B.B.; Me and My Crazy Self, de Lonnie Johnson.
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You Shook me, de B.B. e John Lee Hooker; Stop Jiving Me, do Hooker.
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Wang Dang Doodle, da Koko Taylor; I Smell Trouble, de Tina Turner.
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You Can Leave Your Hat On, na versão de Rodica; Big Boy Blue, da extinta Loretta Funkenstein (a melhor que já vi no Brasil).
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St James Infirmary, de Blues Creation; Kenny’s Theme, de Mátyás Pribojszky.
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Sitting on the top of the World, de Howling Wolf; mesma música na versão de Ana Popovic.
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Someday the Sun Won’t Shine for You, do Jethro Tull; Just Another 12 Bar Song, do Pink Floyd.
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Turtle Blues, da Janis Joplin; Lade Jane, da Lady I.
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Set Your Sould Free, da Hot Spot Blues Band e Wonder, do gaitista Leandro Ferrari.
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Me and the Devil Blues, do Robert Johnson; Stop Breaking Down, do Clapton e Hellhound on my trail, da Cassandra Wilson.
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Please Come Home for Xmas, de Charles Brown; No More Pretty Presents, do Rod Piazza; I hear Jingle Bells, do Freddy King.
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Got My Mojo Working, do Muddy Waters; Mojo Hand, do Lightning Hopkins; Mojo Man, do Dave Welhausen.
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Good Morning, da Memphis Minnie; Something’s got a hold on me, da Etta James.
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Sweet Home Alabama, do Nasty Blues; Uísque com Torresco, da Yellow Cab Blues Band.
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Happy New Year, do Lonnie Johnson e Sweet Home Chicago, na versão original de Robert Johnson.
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Blues is my middle name e I’m Going Down to the River, do Ray Charles.
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Especial sobre os cegos: Mean Jumper Blues, de Blind Lemon Jefferson; Sweeter as the years go by, de Blind Willie Johnson e Untrue Blues, de Blind Boy Fuller.
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Programa sobre o Affonsinho: Bluezim e BH Blues.
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How Long Blues, de Big Joe Turner; Kansas City, de Wilbert Harrison; Parker’s Mood, de Charlie Parker.
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Stormy Monday, do Clapton; Lazy Jerry, de Portnoy.
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Especial de gaitas: Pocket full of money, de Frank Frost; Callin’ my Mama, de Sonny Terry; Harp Swing Blues, de Luiz Rocha.
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Blues Oh Blues, de Ma Rainey; Popa-Mama Blues, de Edith Wilson.
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Nine to nine, do Nuno Mindelis; Wolf and Sheep, do André Christovam.
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Funky Thing, de Incognito (Canadá); Home Made Blues, da Triple Trouble (Bósnia).
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When Did You Leave heaven, de Big Bill Broonzy; Santa Fe Blues, do Lightnin Hopkins.
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Death Letter, do Son House e da Cassandra Wilson.
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I got myself a working man, da Alberta Hunter; My andy Man, de Ethel Waters.
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Fumando na Escuridão, do Celso Blues Boy e Prado’s Mood, da Prado Blues Band.
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I’ll Take you Back, da Backstroke Blues Band (Suíça) e Black Rat Swing, da Buenos Aires Folk & Blues.
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Especial do Sonny Terry e Brownie McGhee: Sonny’s coming; Blues for the Lowlands.
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Humor: Chocolate Jesus, do Tom Waits e Constipation Blues, do Screamin’ Jay Hawkins.
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Hound Dog, da Big Mama Thorton e Teardrop from my eyes e Trouble in my mind, da Ruth Brown.
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Wild Girl, do Jefferson Gonçalves e Tipo Gaúcho, do Tavares da Gaita.
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City Lights, da Staca (Tcheca); Nada que decir, da The House Blues Band (Chile); Gatomadre, da El Callejon (México).
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Angel of Mercy, do Albert King; Ozdekings, do Affonsinho.
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Dicionário do Blues: Easy Rider, do Leadbelly; Roadhouse Blues, dos Doors; Cold in Hand, do Albert King.
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Detroit Moan, de Victoria Spivey; This Train, de Sister Rosetta.
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Blues britânico: I’m a Man, dos Yardbirds; I aint got you, do John Mayall.
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Inspiration Blues, do T-Bone Walker; Under the Table I, do Jimi Hendrix.
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Stackolee e Black Snake Moan, tocados por Samuel L. Jackson.
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Crazie Blues, de Mamie Smith; Nobody Knows the Way I Feel This Morning, de Clara Smith.
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Harmônica I, do Robson Fernandes e Blue and Lonesome, do Billy Boy Arnold.
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Montreuil Boogaloo, de Patrick Verbeke (França); Croissant, da The Men of Blues (Suécia).
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Why get Up, de Steve Ray Vaughan; Love Struck Baby, por Robert Cray; Too Many Cooks, do Cray.
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There is a Fountain, da Aretha Franklin e Wish Someone Would Care, da Irma Thomas.
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Especial sobre o Gaita-L: Baby Please Don’t Go, por Jaffer Blue; Everyday I Have the Blues, por DúBlues; Crazy But Lucky Blues, por Luciano Batista.
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Stack’olee Blues, do Mississippi John Hurt; You Got to Move, de Mississippi Fred McDowell; Rockin’ the House, de Memphis Slim.
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Leaving Blues, de Leadbelly; Where Did You Sleep Last Night, por Nirvana.
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For You Blue, Why Don’t We Do it on the Road e Yer Blues, dos Beatles.
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How can I miss you when I’ve got dead aim, de Ida Cox; Hard up Blues, de Ruby Smith.
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Mr. Money, do Legado Blues; The Jump, do Rodrigo Nézio e Duocondé Blues.
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Sunrise, do Nine After Midnight (Índia) e Indian Blues, de Aruna Subramanian e Neeru Paharia.
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Bright Lights Big City, por Taj Mahal; Ludella, idem.
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Especial de gaita: Blue Midnight, de Little Walter; High Compression, de James Cotton; That’s Alright, de Junior Wells.
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Black Satin, de Katie Webster; Black Dog Blues, das Roulette Sisters.
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Thru These Hard Times, da Blue Jeans; Bad Luck Soul, de Adriano Grineberg.
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Women Lovin’ Each Other, de Mike Bloomfield; The Sky is Crying, de Elmore James.
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Three O’Clock Blues, de Eric Clapton e B.B. King.
